Nos Cinemas: O Hobbit

A trilogia de O Senhor do Anéis foi responsável por uma mudança no cinema americano. Não apenas por seus feitos técnicos e desenvolvimento de novos efeitos criados especialmente para os filmes e antes dito como impossível, mas também por seu tom épico capaz de transformar uma aventura em algo mais sombrio e filosófico. Não só a bilheteria consagrou a franquia como também a academia ao premiar seu terceiro capitulo, O Retorno do Rei como melhor filme daquele ano.

Após popularizar ainda mais o incrível universo criado por Tolkien, Peter Jackson ainda tinha uma divida com os milhares de fãs em trazer para a telona o prólogo daquela história em O Hobbit . Depois de anos de especulação e mudança de diretores, finalmente Peter Jackson assumiu novamente a cadeira de diretor, mas gerou insatisfações ao transformar o curto e infantil livro em 3 filmes de 3 horas de duração cada. Ao final desse último capitulo fica obvio que o interesse dessa divisão foi unicamente comercial e desnecessário dramaturgicamente trazendo várias subtramas sem fundamento e muitas pontas soltas.

Jackson compôs a mesma estrutura narrativa da trilogia de O Senhor dos Anéis aonde o primeiro era mais descompromissado e divertido, o segundo com grandes consequências e estarrecedor, e o terceiro com conclusões épicas e o mais sombrio. Só que no livro original O Hobbit era evidentemente uma aventura infantil e os filmes sofrem pelo excesso em querer trazer algo mais maduro. O primeiro filme foi bem arrastado, mas o segundo melhora consideravelmente e o terceiro é facilmente o melhor de todos.

Os primeiros 15 minutos de O Hobbit A Batalha dos Cinco Exércitos são de tirar o folego, além de demonstrar o qual a obra é impecável tecnicamente e que merece indicações ao prêmios técnicos de efeitos, trilha, fotografia, desenho de som, montagem e mais uma indicação para Peter Jackson, que consegue como ninguém conduzir sequências de ação apoteóticas com clareza e dinâmica, diferente da saga Transformers de Michael Bay por exemplo, que é recheado de Som e Fúria com um desacordo geográfico de planos desastrosos.

Além desse último capitulo ser composto por muita ação e com uma batalha de mais de 45 minutos de tela, aos poucos vai se resolvendo todas as tramas e dado um peso essencial para os conflitos de Thorin, interpretado primorosamente por Richard Armitage.

Mas entre tantas tramas e personagens, seu suposto protagonista Bibo Bolseiro (interpretado pelo carismático Martin Freedman) é pouco explorado e some em momentos de muita importância. Assim como nesse último filme, falta história, de tão esgarçada que foi nos anteriores. Também não se pode negar que entre tantas sequências brilhantes de ação algumas são bastante exageradas chegando até a serem contrárias as leis da física ou parecerem retiradas com todos detalhes de um Video Game no melhor estilo Mario Bros.

A franquia O Hobbit se encerra infinitamente inferior a franquia anterior, mas ainda tem gás e apresenta um ótimo último capitulo mais sério, mais redondo, além de ser um deslumbre visual.

Bom filme e até a próxima,

2014-12-11T22:23:00+00:00 0 Comentários

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