Sandra (Marion Cotillard) perde seu emprego pois outros trabalhadores da fábrica prefiram receber um bônus ao invés de mantê-la na equipe. Ela descobre que alguns de seus colegas foram persuadidos a votar contra ela. Mas Sandra tem uma chance de reconquistá-lo. Ela e o marido (Fabrizio Rongione) têm uma tarefa complicada para o final de semana: eles devem visitar os colegas de trabalho e convencê-los a abrir mão de seus bônus, para que o casal possa manter o seu emprego. Essa é a história de Dois Dias, Uma Noite {Deux jours, une nuit}.

A doença em questão é a depressão. A atriz, Marion Cotillard. Uma artista capaz de interpretar toda uma vida de Edith Piaf, e apenas 36 horas da vida de uma mulher comum do subúrbio francês com a mesma garra. Em ambos os casos foi indicada ao Oscar. No primeiro levou. Desta, a depressão da personagem de Marion deve ser vencida pelo Alzheimer da de Julianne Moore. Estamos em um tempo em que doenças escondidas são colocadas sob os holofotes.

Chorei muito com Dois Dias, Uma Noite. Chorei com o preconceito que ainda leva uma mãe a ter que bater de porta em porta pela covardia: ou seu emprego, sua vida e a de sua família, ou um bônus satisfatória para seus colegas. O que você faria?

Dirigida pela primeira vez pelos irmãos Dardenne, Marion se desespera como Sandra. Eu me desesperei ao perceber que em pleno século XXI, em pleno 2015, a depressão ainda é uma questão.

Um filme de uma grande atriz. Um filme para refletir.

Nos Cinemas, e no Oscar deste domingo.

Até a próxima,

Lathife Porto

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Lathife Porto

Meu nome é Lathife Porto, sou comunicadora e apaixonada por moda e beleza {acessórios são vício!}, arte e cultura, decoração, arquitetura, e entretenimento.

Moro no Rio de Janeiro, estou sempre em Paraty {RJ}, mas você pode me encontrar em qualquer lugar do mundo – principalmente no mundo virtual.