FERNANDO SAMPAIO – um ator perseverante

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Não é fácil ser ator no Brasil. Isso todo mundo sabe. Ou alguns sabem. Alguns estouram por ser de família artística. Outros por um talento excepcional. Há os que têm sorte de estrear no papel certo para seu perfil. Em alguns casos, pura sorte.
Para FERNANDO SAMPAIO, o caso é de persistência. Esse jovem baiano já conhecia bem os palcos de Salvador, quando estreou na TV Record em Cidadão Brasileiro {2006}. Logo depois foi para o SBT fazer Amigas e Rivais {2007 / 2008}.
Formado em Artes Cênicas e Publicidade e Propaganda pela Faculdade Helio Rocha, em Salvador, Fernando foi tocando seus projetos: como apresentador, criador de um Grupo artístico, mas só voltou à TV em José do Egito. E foi aí que me chamou a atenção. Na minissérie escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Alexandre Avancini, ele era Naftali, um dos filhos de Jacó {Celso Frateschi} com a concubina Bila {Carla Cabral}. Aí está o X da questão: na época eu trabalhava com a Carla. E de toda aquela filharada de Jacó, era natural que conversávamos sobre seu núcleo mais íntimo. Os elogios eram frequentes. No final da trama eu também já era parceira no trabalho de outra atriz, Maytê Piragibe, que mesmo tendo poucas cenas com Fernando, o considerava um amigo.
Não deu tempo de respirar. Mal acabou a minissérie Fernando estava em Pecado Mortal, a primeira novela de Carlos Lombardi na Record, justamente no núcleo do hospital, um dos cenários de Carla Cabral. Mais uma vez eu tinha essa intimidade à distância. Durante a novela Vitória, ele não parou. Maytê organizou grupos de estudo de arte, e lá estava ele, enquanto se preparava para, talvez, o grande desafio de sua carreira: na primeira novela bíblica, Os Dez Mandamentos, ele seria Gahijii, o chefe de cozinha do Palácio Egípcio, responsável, inclusive, pela comida do rei.
E Gahijii é gente boa, um homem muito a frente de seu tempo: exímio profissional, serve seus superiores sempre sorrindo e atento às preferências de cada um. O que não o impede de ser exigente em sua cozinha, seu território, faz questão de perfeição. Separado da esposa, recebe carinhosamente o filho quando este vai morar com ele, e não o impede de ter amizade com os hebreus, pelo contrário, vão juntos à uma festa na vila hebreia. Gahijii torna-se amigo e confidente de seus superiores por mostrar lealdade, mas sabe que seus melhores amigos são os temperos. É um homem que não se ilude com o poder.
Eu, como telespectadora, tenho aprendido como Gahijii – e tenho aplaudido o talento que a cada capítulo vejo despertar de Fernando Sampaio.
Um brinde com suco de tâmara!
Até a próxima,
2015-06-20T12:19:00+00:00 0 Comentários

Sobre o Autor:

Lathife Porto
Meu nome é Lathife Porto, sou jornalista, assessora de imprensa, e apaixonada por arte e cultura. Moro no Rio de Janeiro, estou sempre em Paraty {RJ}, mas você pode me encontrar em qualquer lugar do mundo – principalmente no mundo virtual.

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