Crítica – “Jogador Nº1”

///Crítica – “Jogador Nº1”

Prepare-se. Pois para assistir ao novo filme do diretor Steven Spielberg que deixou de lado um pouco os filmes do Oscar e voltou a produzir um Sci Fi como há muito tempo ele não fazia, você vai precisar ter visto pelo menos alguns dos filmes citados para poder entender todas as referências. Aposto que nem o Capitão América iria entender tudo. Baseado no livro de Ernest Cline (que também assina o roteiro do filme ao lado de Zak Penn), Jogador Nº1 (Ready Player One, 2018) mostra em um futuro distópico em 20145 onde conhecemos o adolescente Wade Watts (Tye Sheridan) que para escapar do caos e do colapso em que o mundo atual vive, ele e outras pessoas se refugiam no OASIS, um jogo de realidade virtual em que cada participante tem seu próprio avatar.

Quando o criador do jogo James Halliday (Mark Rylance) morre, ele avisa que deixou três easter-eggs escondidos no jogo e aquele que descobrir ficará com a sua fortuna. Assim se dá início a competição dentro da realidade virtual do OASIS com várias referências e easter-eggs a cultura pop da década de 80 com filmes como De Volta Para O Futuro, Brinquedo Assassino, O Iluminado, Os Fantasmas Se Divertem, O Gigante de Ferro, King Kong, Jurassic Park, Clube dos Cinco, Superman entre outras referências aleatórias de outras décadas que é possível identificar no filme.

Com a ajuda de seus cinco amigos conhecidos como “High Five”que conheceu no OASIS, incluindo Samantha (Olivia Cooke) por quem Wade se apaixonou dentro do jogo e depois fora dele quando a conheceu pessoalmente, o quinteto fará de tudo para poder decifrar todos os enigmas e se tornarem os vencedores desta competição, mas não sem antes passar pelo vilão Nolan Sorrento (Ben Mendelsonhn) que também está interessado na fortuna do criador do jogo.

Dirigido por Steven Spielberg com roteiro de Ernest Cline (que escreveu o livro em que foi baseado o filme) e Zak Penn, o filme pode estar completamente diferente do livro mas nem por isso deve ser desmerecido. Pelo contrário, o filme é uma diversão do começo ao fim com todas as referências e easter-eggs que tanto Wade e seus amigos quanto o espectador tem que decifrar para poder chegar até o final do jogo. E são muitas! Então é até bom assistir mais de uma vez porque sempre tem uma que passa batido.

Assistir esse filme em 3D em uma sala IMAX faz toda a diferença, por isso é altamente recomendado assistir em uma sala projetada com esse tipo de tecnologia porque é uma experiência quase que sensorial e parece que você também está dentro do OASIS.

Jogador Nº1 estreia hoje nas salas de cinemas com distribuição da Warner Bros Pictures Brasil.

 

Crítica gentilmente cedida por Louise Duarte, jornalista, fotógrafa, e Editora do ótimo Tabula Rasa. Gratidão.

2018-04-06T02:00:07+00:00 0 Comentários

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