T.S. Spivet, vive num rancho isolado de Montana. Garoto superdotado e apaixonado por ciência, ele inventou a máquina de movimento perpétuo, o que o fez receber um prêmio muito prestigioso. Sem dizer nada à família, ele parte, sozinho, para buscar sua recompensa e atravessa os EUA num trem de mercadorias. Mas ninguém imagina que o feliz premiado só tem dez anos e carrega um segredo tão pesado… Essa é a história de Uma Viagem Extraordinária {L’Extravagant Voyage du Jeune et Prodigieux T.S. Spivet}.

O universo lúdico é a especialidade do diretor Jean-Pierre Jeunet, que tem como sua principal obra o já clássico O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain. Em Uma Viagem Extraordinária, o francês não perde a sua essência, tendo como protagonista alguém tão sensível como uma moça apaixonada: uma criança de mente livre.
Neste longa de fotografia impecável – abusando das cores campestres, como o amarelo e o verde – Jeunet aborda problemas possíveis em quaisquer país: a dificuldade de se vencer na vida em uma área tão restrita como a ciência, quando se mora no interior {tanto pela distância da cidade grande, quanto pela mentalidade dos moradores da região, especialmente a família}.

A mente do menino é fértil, e a equipe de arte usa suas ideias para produzir desenhos que, visualizados em 3D, chegam até o espectador. É quase possível tocar o que se passa na mente de T.S Spivet – é impossível não se apaixonar por ele.

Um filme para toda a família, com a rara combinação de direção, roteiro, técnica, e atuações memoráveis.

Nos Cinemas.

Até a próxima,